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Sei que muitos nunca ouviram falar dele, mas Aretha Franklin, Elvis Presley e Dusty Springfield não pensaram duas vezes antes de contratar Tommy Cogbill para gravar seus maiores sucessos. Citado por Jaco Pastorius como uma de suas maiores influências, seu estilo lembra bastante o de James Jamerson, ambos muito influenciados pelo Jazz. Cogbill começou a brincar na guitarra aos 6 anos de idade antes de passar para o baixo elétrico, instrumento que o consagrou como mestre do groove e do soul. No currículo, Chain of Fools e Respect com Aretha Franklin, In the ghetto e Kentucky Rain com Elvis Presley e Son of a preacher man com Dusty Springfield, além de gravações com Chuck Berry, Wilson Pickett e Neil Diamond tá de bom tamanho, né??? Destaque para o baixo arrastado de Chain of Fools que na gravação original sempre me impressionou, no início do segundo minuto soa até errado e fora do tempo (seria influência do genial baixista Aston “Family Man” Barret , Bob Marley & The Wailers? rs!). No final da década de 70 Tommy Cogbill se tornou produtor e acabou falecendo aos 50 anos de idade, vítima de um infarto.

Foi mal, mas com uma ficha corrida dessas, sou obrigado a postar um monte de videos, rs!!!

Thomas Clark Cogbill, (b. April 8, 1932 – December 7, 1982) and known as Tommy Cogbill was an American bassist and record producer.

Tommy Cogbill was born in Johnson Grove, Tennessee. He was a highly sought-after session and studio musician who appeared on many now-classic recordings of the 1960s and 1970s, especially those recorded in Nashville and Muscle Shoals.

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Aqui vai minha homenagem a um dos melhores baixistas, na minha opinião, do novo milênio: Jack Lawrence. Embora ele tenha começado sua carreira em 1999, na banda The Greenhornes, pode-se dizer que sua marca começa a ser deixada a partir de 2000. Jack é daqueles baixistas em quem a gente reconhece as influências do rock dos anos 60 e 70, ou mesmo do blues, onde o baixo é quase sempre bastante grave, “encorpado”, com linhas mais livres, contrastando com os baixos do pós-punk dos anos 80, quase sempre mais agudos e tocados em riffs. (A título de curiosidade, compare as linhas de Peter Hook com as de Jack Lawrence e você verá nitidamente a diferença!)

Em 2006, Jack engrossou o caldo da banda de iniciativa de Jack White e Brandon Benson, levando também seu colega do Greenhornes, o baterista Patrick Keeler. A banda formada se chama The Raconteurs e, se você não conhece, vale a pena dar uma sacada. O som deles resgata justamente aquele rock clássico, com pitadas de novos ares e, como não podia deixar de ser num projeto de Jack White, de blues.

Jack White gostou tanto da performance do camarada Lawrence que o chamou para um outro projeto, The Dead Weather, em 2009. Nesse, mostrando sua versatilidade, Lawrence assume um baixo mais pesado, com distorção, fazendo um som um tanto mais agressivo, já no campo do hard rock.

Nos vídeos, você verá Lawrence nas três bandas: The Greenhornes, The Raconteurs e The Dead Weather. Eu sei que este blog é sobre baixistas, mas vai aqui a dica: preste atenção no baterista Patrick Keeler, do Greenhornes/Raconteurs. Poucas vezes eu vi um baterista tão seguro e eficiente, tão “fincado”, como a gente costuma dizer na gíria musical. E delicie-se escutando os baixos sensacionais de Lawrence. Meu destaque vai para a música “Carolina Drama”.

Alguns dos baixos usados: Rickenbacker 4001 e White Falcon.

“Little” Jack Lawrence is a musician from Northern Kentucky, currently living in Nashville, Tennessee. Lawrence plays bass guitar in The Raconteurs, The Greenhornes and The Dead Weather,[1] as well as the autoharp and banjo in Blanche. He also guested on the theme song to the 2008 Bond film Quantum of Solace entitled “Another Way To Die”, playing bass guitar and baritone guitar.[2] On May 22, 2009, Lawrence married photographer Jo McCaughey at Jack White‘s house in Nashville in a double ceremony with Meg White and her husband.[3] Most recently, Lawrence contributed to the soundtrack of the Spike Jonze film “Where the Wild Things Are“. He is uncredited but is one of the members of Karen O‘s backup band for the album; the group is called Karen O and the Kids.

Técnica apuradíssima, com uma agilidade e uma pegada funk capaz de impressionar até Flea. Essa é uma descrição resumidíssima de Les Claypool. Aliás, os fãs mais ortodoxos do estilo Funk e da técnica dos slaps não admitiriam ler um blog sobre baixistas que não citasse o já lendário Les Claypool. O cara que, além de ser um dos baixistas mais venerados do mundo, é o principal vocalista da banda Primus. Com influências que vão de Geddy Lee a Larry Graham, Claypool figura como o melhor baixista da atualidade em inúmeras listas. É pena que em meio a tanto tecnicismo, melodia e harmonia são meio deixadas de lado, o que não agrada tanto a esse amante dos graves que aqui escreve (ok!!!!! Podem me xingar!).

Leslie Edward “Les” Claypool (born September 29, 1963 in Richmond, California, U.S.) is a musician, best known as the lead vocalist and bassist in the band Primus.

A família Followill peregrinava pela América do Sul liderada pelos pais, que eram ministros evangélicos. Seus irmãos formaram o Kings of Leon e Jared, então com 15 anos foi convidado a integrar o grupo. Porém nunca havia encostado em um baixo e foi obrigado a aprender a tocar em um mês para gravar o album Youth and Young Manhood. Jared tem hoje 23 anos e já é apontado como um dos melhores baixistas de sua geração por críticos e amantes da música. Você poderia argumentar que se trata de um guitarrista frustrado… E eu posso concordar na hora! Suas linhas de baixo não escondem a influência de Peter Hook, Kim Deal e Simon Gallup… E daí? O que seria dos graves sem esses guitarristas frustrados? Devemos é dar graças à existência deles! E que venham outros e outros!

Michael Jared Followill (born November 20, 1986), also known as Jared Followill, is a member of American rock band Kings of Leon. He is the band’s bass guitarist and pianist. He is the brother to fellow band members, lead singer Caleb Followill and drummer Nathan Followill, and cousin to lead guitarist Matthew Followill

Equipamento:

Gibson Thunderbirds – IV Alpine White, Ebony, but has now removed the scratchplate from the Ebony Thunderbird, creating an all-black look. He also smashed the Alpine White Thunderbird on the last gig of Kings of Leon’s 2009 Australian tour. Jared prefers the Ebony Thunderbird, but used his Vintage White Thunderbird for live shows because it produced a better tone for the band as a whole. He is rarely seen with another bass but he can also be seen using a Gibson EB-3

John Paul Jones. Baixista. “Só” baixista? Não! Esse monstro da música é multi-instrumentista. Mas, como este é um blog de baixistas, vamos mutilá-lo e enfocar (quase) somente suas notas graves. Sua formação vem do jazz e do blues que, como ele gosta de dizer, é a fonte de tudo. Quem sou eu para discordar dele?

Quando Jimmy Page viu o camarada tocar, teve certeza de que ele era o cara para assumir os graves no “The New Yardbirds”, que logo depois se tornaria uma das bandas-ícone dos anos 70: Led Zeppelin. Estamos falando de deuses do rock!

O currículo de contribuições de John a grandes bandas é extenso, mas podemos destacar algumas: Rolling Stones, Wings, REM, Cat Stevens, Jeff Beck… Não bastasse tudo isso, em 2009 junto com Dave Grohl (Foo Fighters) e Josh Homme (Queens of Stone Age) montou a “Them Crooked Vultures”, uma banda fantástica do que chamamos de “Power Trio” (bateria/baixo/guitarra).  É mole? O cara é uma das lendas fundadoras do que chamamos de Rock ‘n Roll e ainda consegue fazer música de qualidade sem parecer datado. Só os gênios são assim.

Nos vídeos, músicas do Led Zeppelin (uma no teclado! que, segundo consta, é sua predileta do Zeppelin) e do Them Croked Vultures. Você vai ver que, para um músico que se preze, a idade pode ser um trunfo…

Entre seus baixos preferidos estão o Fender (Jazz Bass e o Precision) e o Ibanez RD300.

John Paul Jones (born John Baldwin on 3 January 1946) is an English multi-instrumentalist musician, composer, arranger and record producer.

Best known as the bassist, mandolinist, and keyboardist for English rock band Led Zeppelin, Jones has since developed a solo career and has gained even more respect as both a musician and a producer. A versatile musician, Jones also plays guitar, koto, lap steel guitars, autoharp, ukulele, sitar, cello, continuum and the three over-dubbed recorder parts heard on Led Zeppelin’s “Stairway to Heaven“.

According to Allmusic, Jones “has left his mark on rock & roll music history as an innovative musician, arranger, and director.”[1] Many rock bassists have been influenced by John Paul Jones including Geddy Lee,[2] Geezer Butler,[3][citation needed] Gene Simmons,[4] and Krist Novoselic.[5]

Jones is currently part of the supergroup Them Crooked Vultures with Josh Homme (Queens of the Stone Age/Kyuss) and Dave Grohl (Nirvana/Foo Fighters). He plays the bass, piano and other instruments. The supergroup released their first single “New Fang“, and their debut, self-titled album on 17 November 2009.

Quando comecei a admirar o trabalho de Andy Rourke o que mais me chamava a atenção era sua precisão e sua simplicidade. Porém, conhecendo melhor o trabalho do The Smurfs, ops… The Smiths passei a perceber que as linhas de baixo se incorporavam à canção de uma forma tão inseparável que seria impossível imaginar qualquer música da banda sem as criativas e marcantes frases de baixo. Andy conseguia passear desapercebidamente pela harmonia da música, tocando várias notas, sem se sobrepor ou importunar o vocal de Morrissey ou a guitarra de Johnny Marr. Por isso, hoje em dia eu substituiria a palavra simplicidade por riqueza para qualificar o estilo direto e extremamente belo de Rourke.  Eu sei que muitos vão dizer:  “Mas ter o pacifista e vegetariano Morrissey como letrista e front man facilita muito as coisas….” . Eh, eu concordo!

Baixos:

  • 64 Fender Precision Bass during live performances, and
  • Yamaha BB2000 in the studio

Andy Rourke (born Andrew Michael Rourke, 17 January 1964, Manchester, England) is a bass guitarist best known for being a former member of The Smiths.

Créditos para o Adriano que me ajudou na escolha das músicas!

A família Barrett respirava música. Foi nesse ambiente que cresceu e foi educado o pequeno Aston. Curioso, auto-didata e muito inventivo, Fams, começou cedo a lapidar seu próprio estilo de tocar ao lado do irmão, o baterista Carlton Barrett.  

Devoto declarado do som do Fender Jazz Bass, Aston Barrett até experimentou outros instrumentos, mas acabava se rendendo aos graves do J-bass.

Grande referência para os amantes do reggae, Family man tocava muito arrastado, mas muito arrastado mesmo… chegava a dar a impressão de que a música tinha ido e a linha de baixo havia ficado para trás (escute com atenção a linha de Slave driver, por exemplo). Mas foi esse mesmo tom melodioso e sossegado que o consagrou como um dos mais venerados baixistas da história da música.

Aston Barrett (born Aston Francis Barrett, 22 November 1946, Kingston, Jamaica), often called “Family Man” or “Fams” for short, is a Jamaican bass player and Rastafarian.

He was one of the Barrett brothers (the other being Carlton “Carly” Barrett) who played with Bob Marley and The Wailers, and Lee Perry’s The Upsetters.